Quem são os solteiros?

Em 15 de agosto é comemorado o Dia do Solteiro e eu como solteira convicta não poderia deixar passar em branco a data.

Mas o que é ser solteiro? É apenas o estado civil de alguém que não está em um relacionamento com outro alguém? Qual imagem fazemos dos solteiros: aquela pessoa que está sozinha, mas no fundo gostaria de ter um parceirx?

Muita gente pode se perguntar por que comemorar a data se você está sozinho? Se você é mulher o julgamento alheio é bem pior: é sozinha porque deve ser chata, porque não se cuida, porque sonha com o princípe encantado, porque é mulher para sair  não para casar, e assim por diante. Será mesmo que toda mulher solteira é mal amada ou tem algum defeito de fabricação para não ter um companheiro?

Os homens solteiros são vistos como garranhões, os que pegam todas, mesmo que isto não seja verdade. Tem um charme ser solteirão e glamour zero ser solteirona, ter ficado para titia.

Eu amo ser solteira e a maior parte do tempo não estou buscando um parceiro. É lógico que se surgir o Mr. Right, aquele que provoque sentimentos profundos em mim, eu irei dar uma chance pro boy, mas arrumar um namorado ou marido não é prioridade. A minha prioridade sou eu mesma e a minha liberdade.

Não tenho paciência para ficar dando satisfação para os outros do que pretendo fazer, do que vou usar etc. Eu não quero um namorado ou marido que se considere meu dono, eu quero um parceiro, um companheiro de jornada que me admire e não queira cortar as asas da minha liberdade. Um parceiro que me ame, respeite, incentive a manter minha individualidade, minhas amizades, meu trabalho, meu jeito de ser e que não pire desconfiando que estou por aí badalando etc.

Relacionamento pra mim é coisa séria, não gosto de brincar com os sentimentos dos outros e não quero que brinquem com o meu. Sou extremamente leal em minhas relações – e quando falo em lealdade não estou dizendo fidelidade como não traição, que são coisas diferentes. Só que em primeiro lugar eu sou leal e fiel comigo mesma. Ou seja, não vou entrar em um relacionamento se não achar que valha a pena, que as chances de uma boa convivência e parceria são promissoras.

Eu não gosto que me sufoquem e não quero sufocar ninguém também. E também não sou uma pessoa ciumenta. Eu confio no meu taco e como não ficarei ao lado de alguém que já não me agrade tanto assim, acho que a recíproca é verdadeira, ou seja, se cansou de mim me deixa e vai viver outro romance. Simples assim!

Eu sou inteira, me amo exatamente como sou, valorizo minha própria companhia e sei que mereço alguém disposto a entrar inteiro na relação e respeitar meu jeito de ser e sentir. Não tenho paciência para insegurança, ciúmes, dramas e 500 DRs. Acho que um bom relacionamento flui naturalmente, com discussões de ideias, sonhos, projetos em conjunto, mas com muito respeito e carinho pelas escolhas do outro e por seus momentos sozinhos.

Eu desejo alguém que queira somar e que respeite inclusive o meu silêncio, a minha liberdade e os meus momentos de ficar só – sim, eu preciso as vezes me recolher e conviver intensamente só comigo mesma.

Acredito que assim como eu existam muitas mulheres e homens que acreditam no amor e nos relacionamentos e que não entram numa relação apenas para ostentar um status de comprometido.

Então, bora lá comemorar a sua solteirice, se é isto que você deseja! E se desejar encontrar um par vá atrás de seus sonhos, conheça gente, entre em apps como Tinder, abra seu coração aos amigos para que de repente te apresentem alguém que faça match com você.

Eu detesto apresentações e minha família e alguns amigos gostam de as vezes me buscar parceiros. Eu nunca entro no jogo rsrs. Sempre escolhem pessoas nada a ver comigo.

Enfim, o importante é ser feliz e se amar independente do seu estado civil. Fui ali ser feliz sozinha, não sei se volto!

 

 

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