Mostra Mundo Árabe de Cinema convida a refletir sobre deslocamentos urbanos

Começou hoje, 09 de agosto, a 12ª Mostra Mundo Árabe de Cinema e apesar de eu ser a “turquinha” ou “brima” mais fajuta da face da Terra tenho que escrever algo e não é pela minha ascendência sírio-libanesa, mas por acreditar em um mundo sem fronteiras e onde existe harmonia e convivência pacífica entre todos os povos. Talvez uma das únicas coisas que goste do Brasil – que ando bem cansada e desgostosa, mas sempre existe algo positivo – é o fato que pelo por aqui as colônias de imigrantes convivem ou conviviam pacificamente (não quero lembrar do recente episódio acontecido no Rio, se não me engano, contra refugiados).

Um concerto de música árabe e ibérica inédito no Brasil e uma programação de 11 filmes compõem a 12ª Mostra Mundo Árabe de Cinema, que acontece até 16 de agosto no Cinesesc, em São Paulo.

Com realização do Instituto da Cultura Árabe – ICArabe e do Sesc-SP – Serviço Social do Comércio e copatrocínio da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, a edição deste ano traz como tema principal “Os territórios que nos atravessam”.

“Os filmes tratam do deslocamento de pessoas, assim como da reconstrução de um sentido de lugar, das dúvidas que assolam aqueles que decidem, ou são forçados, a sair. Qual o momento decisivo para aqueles que deixam suas casas? Como esta decisão é tomada? Qual a perspectiva temporal, qual a ideia de futuro para aqueles que são proibidos de retornarem às suas casas? Imagem e som são formas de permanência, de perpetuação de narrativas daqueles que migram ou que estão sujeitos ao exílio e o refúgio. Neste sentido, a Mostra trará também filmes que são registros de momentos históricos importantes, particularmente para aqueles, como os palestinos, cujos arquivos são objeto de um duplo apagamento, material e simbólico”, ressalta o curador da Mostra, Geraldo Adriano Campos.

 

Entre os destaques, está o filme de abertura, o libanês “Para onde ir?” (Ila Ayn/1957), de Georges Nasser, que trata da migração de um pai de uma família libanesa – de um pequeno povoado do país – ao Brasil. O filme, que completa 60 anos, é uma das obras mais especiais da edição deste ano, não só por narrar a história das famílias de milhões de brasileiros, mas também por ter sido um marco na cinematografia árabe (primeiro filme libanês exibido em Cannes) que foi restaurado digitalmente em uma cópia de excepcional qualidade.

 Na sessão “Cinema Palestino”, “Fora do Quadro: Revolução até a Vitória” aborda a história e o desenvolvimento do cinema militante no Oriente Médio. O produtor Rami Nihawi, será o convidado especial da Mostra e participará de encontros com o público.

Além disso, pela primeira vez no Brasil será exibido um filme de Comores (“Cinzas de Sonhos”), uma parte do mundo árabe desconhecida no Brasil, mas que apresenta conexões diretas com as matrizes africanas de nossa cultura.

 

Música árabe e ibérica

 

O tema da Mostra também é a ideia central no projeto Al Mutamid, que apresentará na Sala São Paulo, no dia 12 de agosto, o espetáculo Al-Mu’tamid, poeta rei do Al-Andalus (1040/1095) – Uma Viagem por dez séculos de música e interculturalidade, uma realização da Fundação Osesp, do ICArabe e da Câmara Árabe. Inédito no Brasil, o espetáculo apresentará a música e a poesia do século XI, seguindo a rota do rei-poeta Al Mut’amid no norte da África e Andaluzia.

 

Um conjunto de músicos e intérpretes cantam os poemas do Rei Al Mut’Amid nas línguas dos três países herdeiros do legado andalusino: Filipe Raposo, Janita Salomé e Quiné Teles de Portugal; Eduardo Paniagua e Cezar Carazo de Espanha; El Arabi Serghini e Jamal Ben Allal de Marrocos. O concerto é acompanhado pela projeção de imagens que documentam a viagem pelo território da sua vida, testemunhando e atualizando todo o imaginário de uma relação territorial e cultural secular.

 

Participar da realização desse espetáculo tem um valor especial para a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. Este ano, a entidade está comemorando 65 anos de atuação no Brasil e a realização deste concerto, que já foi apresentado em algumas das principais salas de espetáculo da Europa e do mundo árabe, engrandece o calendário de comemorações pela data.

“Estamos, uma vez mais, cumprindo o papel de integrar as culturas árabe e brasileira, oferecendo uma mensagem de coexistência entre diferentes povos e culturas por intermédio da arte”, comenta a diretora de Cultura da Câmara Árabe, Silvia Antibas. Ela acrescenta ainda que o espetáculo mostra um dos caminhos da influência da música árabe na formação da música brasileira, através dos sons e tons ibéricos e mediterrâneos.

 

“Trata-se de um espetáculo que diz muito da nossa história, do Brasil e de São Paulo, de hoje e do passado”, diz o diretor executivo da Fundação Osesp, Marcelo Lopes. “A Sala São Paulo abre suas portas para um concerto inédito, com raízes árabes e ibéricas, potencializando o motivo condutor da Temporada Osesp 2017, Mundo Maior, procuramos apresentar e explorar manifestações artísticas que abraçam e expandem, que dialogam com as diversas culturas, que nos formam como povo e transformam a nossa cosmovisão” explica Lopes.

 

 

Para acompanhar as novidades da Mostra, acesse:

Página do Facebook: https://www.facebook.com/Mostra-Mundo-%C3%81rabe-de-Cinema-329005973932264/?fref=ts

www.icarabe.org

http://www.mundoarabe2017.icarabe.org/

 

FILMES:

 

Sessão: “Territórios que nos atravessam”

Uma reflexão sobre a territorialidade, em um contexto de crescente desesperança global, com a proliferação de migrantes e refugiados, esta sessão permite vislumbrar alguns dos temas que marcam nosso tempo, como a mobilidade humana, a questão urbana, questões de gênero e religiosidades.

 

Assombrados

Síria e Alemanha / 2014 / 117 minutos

Gênero: Documentário

Direção: Liwaa Yazji

Idioma: Árabe

Sinopse: Quando bombas são detonadas, as pessoas escapam deixando para trás não só suas casas, mas também incontáveis memórias. O filme é um retrato do exílio, que registra experiências de desterro e profunda insegurança em meio à guerra civil na Síria. O documentário mostra o que representa um lar na vida de uma pessoa através de conversas via Skype e visitas dos donos às suas antigas – e destruídas – casas. Inédito no Brasil.

 

Sobre a diretora: Formada em teatro, Liwaa Yazji é uma atriz e diretora síria. Além de Haunted (2014), que foi seu primeiro documentário, Yazji foi roteirista da série The Brothers (2013) e assistiu Allyth Hajjo na direção do filme Windows of the Soul (2011).

 

Exibições:

12 de agosto (sábado) às 21h00;

16 de agosto (quarta-feira) às 19h00;

 

 

Heranças

Líbano, Emirados Árabes Unidos, França, Alemanha e Suíça/ 2013/ 96 minutos

Gênero: Documentário

Direção: Philippe Aractingi

Idioma: Árabe

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=WSGpAqDP8Ik

Sinopse: Ao deixar o Líbano em 2006, o diretor Philippe Aractingi percebe que, assim como ele, seus ancestrais passaram o tempo fugindo de guerras e massacres por cinco gerações. A partir disso ele constrói uma obra delicada, utilizando-se de fotos, vídeos, arquivos familiares, de seus próprios filhos, que interagem sutilmente conforme ele conta a história de sua família em suas viagens pela região do Levante. Um filme sobre exílio, memória e transmissão. Inédito no Brasil.

 

Sobre o diretor: Philippe Aractingi é um diretor libanês autodidata conhecido por seus documentários e curtas-metragens. Depois de criar a Fantascope, sua própria produtora, em Beirut, os principais lançamentos de Aractingi incluem a comédia musical Bosta (2005), o longa Under the Bombs (2007) e o documentário autobiográfico Heritages (2013).

 

Exibições:

16 de agosto (quarta-feira) às 21h00;

 

Cinzas de Sonhos

Comores, França e Bélgica/ 2011 / 88 minutos

Gênero: Documentário, Drama

Direção: Hachimiya Ahamada

Idioma: Françês e suaíli

Trailer: http://www.dailymotion.com/video/xk9wzp_l-ivresse-d-une-oasis-un-film-de-hachimiya-ahamada-bande-annonce-2011_shortfilms

Sinopse: Em uma ilha no Oceano Índico, o arquipélago de Comores, uma parte pouco conhecida do mundo árabe, casas desocupadas aguardam a chegada de seus proprietários. Estes lugares sem almas e em construção ocupam toda a paisagem. O mito do eterno retorno é repetido na diáspora comoriana. Inédito no Brasil, o filme é o primeiro filme de Comores exibido em territorio nacional.

 

Sobre a diretora: Hachimiya Ahamada é uma diretora nascida em Comores. Seus trabalhos centram-se em sua terra natal, abordando questões relacionadas à identidade e memória. Além de Cinzas de Sonhos, Ahamada dirigiu o drama The Ylang Ylang Residence (2008), coproduzido pela Aurora Films, em Paris, que lhe rendeu vários prêmios.

 

Exibições:

12 de agosto (sábado) às 19h00;

15 de agosto (terça-feira) às 21h00;

My Sweet Pepper Land

Iraque, França e Alemanha / 2013 / 100 minutos

Gênero: Drama

Direção: Hiner Saleem

Idioma: Curdo, árabe e turco

Trailer: http://www.imdb.com/title/tt2875926/

Elenco: Golshifteh Farahani, Korkmaz Arslan, Suat Usta, Mir Murad Bedirxan, Fayyaz Doman, Tarik Akreyi

Sinopse: Após a queda de Saddam Hussein, um antigo herói de guerra curdo aceita se transferir para uma remota vila nas fronteiras do Iraque, Irã e Turquia, onde se torna policial. Nessa cidade, que é dominada pelo tráfico, ele entra em conflito com o chefe da tribo local, mas logo se relaciona com uma professora também recém-chegada que lhe oferece ajuda.

Sobre o diretor: Hiner Saleem, nascido no Curdistão iraquiano, é conhecido por documentar a vida de seus conterrâneos através de filmes. Entre suas obras destacam-se Vive La Marie…Et La Liberation du Kurdistan (1998) e Vodka Lemon (2003), que lhe conferiu o Leão de Prata no Festival de Cinema de Veneza daquele ano.

Exibições:

10 de agosto (quinta-feira) às 21h00;

Yamo

Líbano e Emirados Árabes Unidos / 2011 / 70 minutos

Gênero: Documentário

Direção e roteiro: Rami Nihawi

Idioma: Árabe

Trailer: www.youtube.com/watch?v=ihHY8ZU3M8U

Sinopse: Um retrato da Guerra Civil do Líbano e seus efeitos psicológicos na memória coletiva do país e no cotidiano das pessoas que sofreram com suas terríveis consequências. Inédito no Brasil.

 

Sobre o diretor: Rami Nihawi é um diretor, ator e editor libanês que já trabalhou com cinema e teatro. Formado pelo Instituto de Belas Artes, na Universidade do Líbano, em atuação e direção, Nihawi apresenta em sua filmografia obras como Yamo (2011), Damascus, My First Kiss (2012) e Still Burning (2016).

 

Exibições:

10 de agosto (quinta-feira) às 19h00;

13 de agosto (domingo) às 19h00;

 

Sessão: “Clássicos do Cinema Árabe”:

 

الأفلام الكلاسيكية للسينماEsta sessão prestará homenagem a grandes diretores dos países árabes exibindo filmes raros e inéditos no Brasil. Para 2017, a Curadoria selecionou o filme “Ila Ayn”, primeiro filme libanês exibido no Festival de Cannes, em 1957, do cineasta George Nasser, que este ano completa 90 anos. Trata-se da primeira obra cinematográfica a tratar da imigração libanesa para o Brasil;

Para Onde Ir?

Líbano | 1957 | 90 min

Gênero: Drama

Direção: Georges Nasser

Idioma: Árabe

Elenco: Nazhar Younes Mounir Nader Chakib Khoury

Trailer: www.youtube.com/watch?v=ATHykH4mgLg

Sinopse: Um dos primeiros clássicos do cinema do Líbano, trata da história de um homem que abandona sua família para viajar ao Brasil. Ele retorna vinte anos depois, porém ninguém mais o reconhece. Inédito no Brasil.

 

Sobre o diretor: o diretor libanês Georges Nasser, que estudou cinema na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, completa 90 anos em 2017. Depois de se formar, retornou ao Líbano com o propósito de produzir filmes e iniciar uma indústria cinematográfica local. Seu longa Ila Ayn (1957), que completa 60 anos em 2017, foi o primeiro representante libanês a concorrer no Festival de Cannes.

 

Exibições:

9 de agosto (quarta-feira) às 20h30;

13 de agosto (domingo) às 21h00;

 

 “Panorama Mundo Árabe” 

Um recorte da produção cinematográfica atual dos países árabes (incluindo filmes de destaques dos principais festivais internacionais de cinema).

Não Alimente seu Cão

Marrocos / 2015 / 94 minutos

Gênero: Ficção

Direção: Hicham Lasri

Idioma: Árabe, françês

Elenco: Latefa Ahrrare, Jirari Ben Aissa, Fedh Benchemsi, Jalila Temsi, Adil Abatorab, Salma Eddlimi

Sinopse: No último dia do Ramadã, uma equipe improvisada de técnicos se encontra em um desgastado estúdio de televisão de Marrocos para filmar aquilo que sua Diretora, Rita, promete que será a entrevista de suas vidas, com o temido Ministro do Interior do regime do terror do passado, Driss Basri. O político promete revela os segredos da Monarquia exclusivamente para a jornalista, mas as divisões na equipe ameaçam a realização da entrevista. O filme é a segunda parte da trilogia que teve início com “São eles os cães” (exibido na 10a Mostra Mundo Árabe de Cinema) e “O mar de outrora” (exibido na 11a Mostra Mundo Árabe de Cinema). Inédito no Brasil.

 

Sobre o diretor: Hicham Lasri é um diretor marroquino cujo primeiro filme foi o premiado The End (2011). Depois de estudar Direito, ele se lançou na carreira artística como escritor, dramaturgo e cenógrafo até ser descoberto pela Ali’n Productions. Lasri faz parte de uma nova geração de cineastas marroquinos que buscam retratar o Marrocos atual.

 

Exibições:

15 de agosto (terça-feira) às 19h00;

Sessão “Diálogos Árabe-Latinos”:

Produções latino-americanas voltadas para o mundo árabe e vice-versa. Trata-se de um universo crescente de produções cinematográficas e é um dos grandes diferenciais da Mostra Mundo Árabe, que se propõe justamente a fomentar o diálogo entre realizadores árabes e brasileiros.

 

Sanaúd: Voltaremos

Brasil / 1980/ 30 minutos

Gênero: Curta (documentário)

Direção: José Antonio de Barros Freire

Fotografia: Jorge Bouquet

Idioma: Árabe e português

Sinopse: Em abril de 1980, uma delegação brasileira – com membros da Comissão de Justiça e Paz, deputados, jornalistas, líderes sindicais, historiadores, representantes da UNE e da comunidade negra – viajou para o Oriente Médio. No Líbano, os brasileiros foram recebidos por Yasser Arafat, e conheceram de perto o drama do povo palestino, que expulso de sua terra, luta hoje pela justiça e pela paz. Este documento foi produzido por uma equipe de cinema independente, nos campos de refugiados palestinos da Síria e do Líbano.

 

Sobre o diretor:

José Antônio de Barros Freire é publicitário, fotógrafo, documentarista e ator. Na década de 70 se notabilizou por filmar e fotografar guerras civis em países do Oriente Médio, África e América Latina. Em 1983, Barrinhos, como é conhecido, foi convidado para interpretar um personagem de uma vinheta da Rede Globo e na pele de “Arakém, o showman”, tornou-se conhecido nacionalmente pelas vinhetas da Copa do Mundo de 1986. Hoje é dono de uma produtora de comerciais, vídeos institucionais e programas de televisão.

Exibições:

11 de agosto (sexta-feira) às 21h00;

14 de agosto (segunda-feira) às 19h00;

Sessão “Cinema Palestino”

Um recorte de produções clássicas e atuais de uma das mais ricas cinematografias do mundo árabe, que busca refletir questões sociais e geopolíticas essenciais a partir de olhares que desenham subjetividades sensíveis e abertas à pluralidade de perspectivas de um povo que vive sob ocupação.

 

Fora do Quadro: Revolução até a vitória

França, Palestina, Líbano e Catar / 2016 / 62 minutos

Gênero: Documentário

Direção: Mohanad Yaqubi

Idioma: Árabe, inglês, françês e italiano

Trailer: https://dubaifilmfest.com/en/films/31985/off_frame_aka_revolution_until_victory.html

Elenco: Sulafa Jadallah, Hani Jawharieh, Mustafa Abu Ali

Sinopse: Off Frame lida com a história e o desenvolvimento do cinema militante no Oriente Médio. O filme investiga os motivos e as circunstâncias por trás deste gênero e questiona seu fim dramático em 1982. Ao ressuscitar uma memória esquecida de luta, reanima o que está dentro do quadro, mas também tece uma reflexão crítica procurando o que está fora dele. O filme é construído a partir de uma seleção de materiais inéditos de arquivos do período revolucionário do cinema palestino. Inédito no Brasil.

 

Sobre o diretor: Mohanad Yaqubi é um cineasta, produtor e um dos fundadores da Idioms Film, baseada em Ramallah, Palestina. Ele também leciona sobre cinema na Academia Internacional de Arte da Palestina e é um dos fundadores do coletivo de pesquisa e curadoria Subversive Films, que se concentra nas práticas de cinema militante.

 

Exibições:

11 de agosto (sexta-feira) às 21h00;

14 de agosto (segunda-feira) às 19h00;

 

 

3.000 Noites

Jordânia, Líbano e França / 2015 / 103 minutos

Gênero: Drama

Direção e roteiro: Mai Masri

Idioma: Árabe e hebraico

Trailer: www.youtube.com/watch?v=tbKDxsvuhNg

Elenco: Maisa Abd Elhadi, Nadira Omran, Rakeen Saad, Raida Adon, Abeer Zeibak Haddad.

Sinopse: Layla, uma jovem professora palestina é levada à cadeia após ser acusada falsamente e condenada a 8 anos de prisão. Ela é transferida para um presídio feminino de segurança máxima em Israel onde se depara com um ambiente aterrorizante no qual presos políticos palestinos dividem a cela com os presos israelenses. Quando ela descobre que está grávida, o diretor da prisão a pressiona para abortar. Mesmo assim, ela dá à luz ao seu filho e luta para protegê-lo e educá-lo dentro da prisão. Quando as condições da cadeia se deterioram, os presos palestinos decidem se rebelar e o diretor ameaça levar seu filho. Em um momento de verdade Layla é forçada a fazer escolhas que vão mudar sua vida para sempre. Inédito no Brasil.

 

Sobre a diretora: Mai Masri é uma cineasta palestina que coleciona mais de 60 prêmios internacionais e teve seus filmes reproduzidos em mais de 100 canais ao redor do mundo. Em 1995, Masri fundou a Nour Productions em parceria com seu marido, Jean Chamoun. Além de 3000 Nights, a filmografia da diretora inclui 33 Days (2007), Beirut Diaries (2006) e Children of fire (1990).

 

Exibições:

11 de agosto (sexta-feira) às 19h00;

 

 

O Sonho

Síria/ 1987/ 44 minutos

Gênero: Documentário

Direção: Mohammad Malas

Idioma: Árabe

Sinopse: Filmado dois anos antes dos massacres de 1982, O Sonho traça uma série de entrevistas com refugiados palestinos dos campos de Sabra, Shatila, Bourj el-Barajneh, Ain al-Hilweh e Rashidieh no Líbano. Durante as entrevistas, o diretor pergunta sobre os sonhos que as pessoas têm durante a noite. Os sonhos sempre convergem para a Palestina.

Durante a filmagem, Mohamad Malas morava nos campos, onde realizou entrevistas com mais de 400 pessoas. Em 1982, com os massacres de Sabra e Shatila, que tirou a vida de várias pessoas entrevistadas, ele parou de trabalhar no projeto. Em 1986, Malas voltou ao seu projeto e editou as filmagens para este filme. Inédito no Brasil.

 

Sobre o diretor:  Mohamad Malas nasceu em 1945 nas Colinas de Golã. Ele cresceu sob a impressão de muitas guerras e conflitos na região, o que viria a desempenhar um papel central em seu trabalho. Ele trabalhou por muitos anos como professor em Damasco enquanto estudava na Faculdade de Filosofia e depois estudou cinema no Instituto Estadual de Cinematografia da Rússia (VGIK). Malas foi aclamado internacionalmente por seus filmes e documentários, tendo recebido vários prêmios em festivais de cinema ao redor do mundo. Entre seus filmes mais importantes estão: Dreams of the City (1983), The Night (1992) e Passion (2005).

Exibições:

14 de agosto (segunda-feira) às 21h30;

 

 

 

PROGRAMAÇÃO

 

9 de agosto

Quarta-feira

20h30: Cerimônia de abertura da 12a Mostra Mundo Árabe de Cinema e exibição do filme de abertura “Para Onde Ir?”

Entrada gratuita

Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência

Sujeito à disponibilidade

 

10 de agosto 

Quinta-feira

19h00: Yamo

20h30: Cinema da Vela com o diretor Rami Nihawi

21h00: My Sweet Pepper Land

 

11 de agosto

Sexta-feira

19h00: 3000 Noites

21h00: Fora do Quadro: Revolução até a Vitória + Sanaúd: Voltaremos

 

12 de agosto

Sábado

19h00: Cinzas de Sonhos

21h00: Assombrados

 

Concerto

22h00: Al-Mu’tamid, poeta Rei do Al-Andalus – Uma viagem por dez séculos de música

Sala São Paulo

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) | R$ 15,00 (meia) à venda na Bilheteria da Sala São Paulo ou pelos demais canais da Ingresso Rápido – (11) 4003-1212 ou www.ingressorapido.com.br

 

13 de agosto

Domingo

19h00: Yamo

21h00: Para Onde Ir?

 

14 de agosto

Segunda-feira

19h00: Fora do Quadro: Revolução até a Vitória + Sanaúd: Voltaremos

Participação do produtor do filme Rami Nihawi e de convidados brasileiros que participaram do filme Sanaúd: Voltaremos

21h30: O Sonho

 

15 de agosto

Terça-feira

19h00: Não Alimente seu Cão

21h00: Cinzas de Sonhos

 

16 de agosto

Quarta-feira

19h00: Assombrados

21h00: Heranças

 

 

 

Serviço:

 

12ª Mostra Mundo Árabe de Cinema de 2017

De 9 a 16 de agosto de 2017

Local: Cinesesc – Rua Augusta, 2075, Cerqueira César São Paulo | CEP: 01413-000 | telefone:  (11) 3087-0500 – email@cinesesc.sescsp.org.br

 

Ingressos: inteira: R$ 12,00; meia entrada: R$ 6,00; credencial SESC: R$3,50

Formas de pagamento: dinheiro, cartões de crédito e débito.
Acessibilidade para cadeirantes e obesos.
Capacidade: 244 lugares

 

 

 

Espetáculo Al-Mu’tamid, poeta rei do Al-Andalus (1040/1095) – Uma Viagem por dez séculos de música e Dia 12 de agosto de 2017, às 22h

Local: Sala São Paulo

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) | R$ 15,00 (meia) à venda na Bilheteria da Sala São Paulo ou pelos demais canais da Ingresso Rápido – (11) 4003-1212 ou www.ingressorapido.com.br

https://ingressorapido.com.br/compra/?id=59275#!/tickets

 

 

Realização da Mostra:

ICArabe – Instituto da Cultura Árabe

Sesc-SP – Serviço Social do Comércio

Copatrocínio:

Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

Apoio cultural:

Instituto Francês

Cátedra Edward Said (UNIFESP)

MEC Films

Fundação Osesp

Sala São Paulo

 

Realização do espetáculo Al Mutamid:

Sala São Paulo

Fundação Osesp

Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo

MinC/Governo Federal

Correalização:

Câmara de Comércio ÁrabeBrasileira

ICArabe – Instituto da Cultura Árabe

Financiamento:

DGArts/Ministério da Cultura de Portugal

Produção:

Transiberia

Ofá16 Produções

Apoio:

Siroco Tours

 

Curadoria: Geraldo Adriano Campos

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