Amor e Poder foi tema de talk feminino na loja Oppa

Quem segue o Suzanices já sabe que sou feminista e que estou adorando esta nova onda do movimento. Esta semana, fui convidada para assistir um bate-papo bem bacana na loja de móveis e decoração Oppa, na Vila Madalena, e simplesmente amei o evento. A loja, que eu ainda não conhecia é maravilhosa, peças incríveis e dos mais diversos estilos e o que mais prezo em qualquer lugar e circunstância: atendimento nota 10!

O Encontro trouxe o tema Amor e Poder e contou com a participação de mulheres inspiradoras: a mediadora Luara Calvi Anic é editora da revista ELLE (que busca romper padrões frequentemente) e as três convidadas a debater foram: Bia Bittencourt, artista e curadora da Feira Plana, Clara Averbuck, escritora e feminista, e Isabel Dias, autora do livro “32. Um homem para cada ano que passei com você”.

Cada uma destas mulheres fantásticas contou um pouquinho de sua trajetória e das dificuldades que enfrentaram e enfrentam apenas por serem mulheres. E falaram também sobre como reagem a isto tudo e empoderam outras mulheres para que juntas fique mais fácil continuar rompendo padrões e tabus.

Adorei a história da Isabel Dias, a com mais idade entre todas as convidadas para o debate. Casada por 32 anos, três filhos, descobriu que era traída. Separou-se, mudou para São Paulo e se propôs um desafio para sair do luto que vivia. Viver 32 experiências com outros homens, um homem para cada ano que ficou casada. Esta é a história da vida dela que depois virou livro. Atualmente ela realiza oficinas com mulheres que passaram pela situação de traição para que se descubram e vivam sua vida da melhor maneira que escolherem.

Clara Averbuck, do site http://lugardemulher.com.br/ lembrou que é extremamente conveniente para a sociedade que as mulheres  sejam inimigas e que o papel da mulher é uma construção social, mas as coisas estão mudando e começamos a conversar. As redes sociais possuem um grande papel nas mudanças profundas que estão acontecendo, mas, para chegarmos na igualdade tão desejada ainda falta muito.

Um ponto interessante levantado no bate-papo é que a mulher é criada para não se expor, para ficar calada no melhor estilo bela, recatada e do lar. O velho conceito do “você pode até fazer, mas não pode falar” ou “uma puta na cama e uma dama na sala”.

Isabel lembrou o dado de que 42% das mulheres nunca sentiram orgasmo. E questionou que o corpo a mulher não tem data de validade. Em um mundo igualitário, o poder de decisão é da mulher. Sou eu quem decide se transo ou não com alguém. O corpo meu e eu não sou sua.

E terminaram incentivando as mulheres a conhecerem seus corpos e sexualidade!

Confira um pedacinho do bate-papo no vídeo abaixo:

https://www.facebook.com/suzanices/videos/1172189692889381/

 

Sim, em pleno século XXI mulheres continuam sendo tratadas de forma diferente e preconceituosa apenas por terem nascido do sexo feminino.

Por mais ações que levem a reflexão sobre os gêneros e a busca por igualdade. #juntassomosmaisfortes #juntassomosmais

Sarah Stutz, da Oppa; Bia Bittencourt; Isabel Dias; Clara Averbuck e Luara Calvi Anic

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